Entender a diferença entre CAPEX e OPEX potencializa o investimento em TI

Com características diferentes, o CAPEX e o OPEX são siglas para “Capital Expenditure” e “Operational Expenditure”, que são conceitos financeiros e administrativos utilizados na aquisição de ativos de TI para empresas, independente do porte, serviço ou produto. Cada tipo de investimento altera a administração do orçamento, por isso, antes de investir é necessário entender qual é a melhor estratégia possível na compra dos ativos.

Independente da área de atuação, as companhias normalmente investem em ativos para sustentar o seu negócio, como com veículos, estação de trabalho, maquinário, infraestrutura de TI, entre outros. E é justamente nessas aquisições que entram essas duas modalidades diferentes que estamos abordando neste artigo.

A escolha entre as categorias CAPEX ou OPEX determina a maneira da utilização dos recursos, o monitoramento e gestão financeira do negócio, proporcionando uma gestão mais inteligente e econômica, com acréscimo de outros benefícios. As áreas de infraestrutura de TI, onde há uma necessidade mais frequente de atualizações, devem ter uma estratégia de investimentos bem pensada e, por isso, é importante entender o que o mercado oferece e escolher a melhor alternativa para a empresa.

Na administração de ativos de tecnologia, a opção por uma das duas modalidades trará também diferenciações na gestão de tecnologias, como no monitoramento, suporte e na estrutura da equipe destinada ao departamento.

O que difere CAPEX de OPEX?

O CAPEX, no universo da tecnologia, indica a quantidade de recursos financeiros destinada à compra de bens de capital, como para infraestruturas físicas de TI (hardwares, softwares, impressoras, computadores, entre outros), das companhias. Já o OPEX se trata do montante de recursos financeiros que as empresas usam na atividade dos seus bens de capital, como: os serviços de manutenção de computadores e de outsourcing de TI.

Tanto a locação como a terceirização de TI se enquadram na categoria OPEX, pois não só utilizam uma infraestrutura tecnológica alugada, mas também repassam os processos de diagnóstico, desenvolvimento e implementação de sistemas para um fornecedor de outsourcing. Com isso, há uma diminuição das despesas com CAPEX, que inclui o uso e desgaste dos equipamentos próprios, manutenção, depreciação, gerenciamento e até o seu descarte, permitindo o uso dos recursos financeiros economizados em outros departamentos ou projetos da organização.

Por isso, o outsourcing de TI se mostra uma opção mais vantajosa do que a compra tradicional, pois a empresa contrata não apenas os ativos tecnológicos, mas também um conjunto de serviços para manutenção, suporte, troca de equipamentos e aparelhos formatados, com segurança e com o benefício de poder contar com a experiência da equipe do fornecedor. Por ser extremamente vantajoso, esse mercado está em expansão e tem sido muito requisitado por companhias de diferentes segmentos.

A aquisição de tecnologia por CAPEX paralisa a infraestrutura de TI, já por OPEX, há a vantagem de contratar apenas o necessário naquele momento, com escalabilidade e a facilidade de acompanhar os avanços tecnológicos. Afinal, manter-se atualizado em todo aparelhamento tecnológico é muito importante para os desenvolvimentos das empresas que estão focadas em expansão, mais vendas e lucros. Por isso, é mais vantajoso locar a infraestrutura de TI, proporcionando a redução das despesas com aquisição e aumentando significativamente o ROI (Retorno Sobre o Investimento) do sistema.

Qual é a diferença entre CAPEX e OPEX em TI?

Em TI, o CAPEX é o gasto com a compra do ativo que fica no patrimônio da empresa, como notebooks, servidores e licenças perpétuas. O OPEX é o gasto recorrente para manter esse ambiente funcionando ou para usá-lo sem comprá-lo, como locação de equipamentos, assinaturas de software, suporte técnico e serviços de outsourcing.

A diferença prática aparece em três frentes. A primeira é a propriedade: no CAPEX o equipamento é da empresa e envelhece com ela, no OPEX o equipamento é do fornecedor e volta para ele ao fim do contrato. A segunda é o caixa: o CAPEX concentra um desembolso grande no início, enquanto o OPEX distribui o custo em parcelas mensais previsíveis. A terceira é o risco de obsolescência, que no modelo CAPEX fica com a empresa e no modelo OPEX fica com o fornecedor, que tem a obrigação contratual de substituir o parque quando ele deixa de atender.

CAPEX e OPEX na prática: exemplos de classificação em TI

A dúvida mais comum de quem monta o orçamento de tecnologia não é conceitual, é de classificação. A tabela abaixo reúne os itens que mais aparecem em um ambiente corporativo.

Gasto de TIClassificaçãoPor quê
Compra de notebooks e desktopsCAPEXAtivo próprio, entra no imobilizado e é depreciado
Locação de notebooks e desktopsOPEXServiço contratado por prazo determinado
Servidor físico adquiridoCAPEXBem de capital com vida útil plurianual
Nuvem cobrada por consumoOPEXDespesa operacional do período
Licença perpétua de softwareCAPEXAtivo intangível com vida útil definida
Assinatura de software (SaaS)OPEXPagamento recorrente pelo direito de uso
Obra e adequação de data centerCAPEXBenfeitoria incorporada ao imobilizado
Link de internet e energiaOPEXCusto contínuo de operação
Contrato de suporte e manutençãoOPEXServiço consumido ao longo do contrato
Outsourcing de infraestrutura de TIOPEXServiço completo, sem aquisição de ativo

Uma regra prática resolve a maioria dos casos: se o gasto cria ou aumenta um bem que continuará com a empresa por mais de um ano, é CAPEX. Se apenas mantém a operação rodando no período, é OPEX. Nos casos de fronteira, como um upgrade de memória em um servidor existente, o critério contábil é se o investimento aumenta a vida útil ou a capacidade do ativo. Se aumentar, capitaliza. Se apenas repuser a condição original, é despesa.

Reunimos mais casos comentados e um modelo de classificação no artigo CAPEX e OPEX na prática.

O CAPEX entra no DRE?

Não no momento da compra. O CAPEX é registrado no ativo imobilizado, dentro do balanço patrimonial, e só chega à Demonstração do Resultado do Exercício aos poucos, na forma de despesa de depreciação ao longo da vida útil do bem. O OPEX, por outro lado, entra integralmente no DRE do período em que é consumido, como despesa operacional.

Essa diferença muda a leitura dos indicadores da empresa. Um parque comprado com CAPEX pressiona o caixa no ano da aquisição, mas dilui o impacto no resultado por vários exercícios. Um parque contratado em OPEX preserva o caixa e aparece inteiro no resultado de cada período, o que torna o custo de TI mais visível e mais fácil de comparar mês a mês. Para o gestor de TI, significa que a renovação do parque deixa de depender da aprovação de um investimento pontual e passa a fazer parte do orçamento corrente.

Como decidir entre CAPEX e OPEX na infraestrutura de TI

Não existe modelo universalmente melhor. Existe o modelo que combina com o ciclo de renovação, com a previsibilidade de caixa e com o tamanho da equipe interna de cada empresa. Cinco critérios costumam resolver a decisão:

  1. Ciclo de renovação do equipamento. Quanto mais curto o ciclo, mais o OPEX faz sentido. Estações de trabalho, que envelhecem em três ou quatro anos, são o caso clássico.
  2. Previsibilidade de caixa. Empresas em expansão ou com sazonalidade forte tendem a preferir a mensalidade fixa do OPEX ao desembolso concentrado do CAPEX.
  3. Escalabilidade. Se o número de colaboradores oscila, o modelo de locação permite ajustar o parque para cima e para baixo sem carregar equipamento ocioso.
  4. Capacidade da equipe interna. Quando o time de TI é enxuto, o contrato de outsourcing entrega suporte, troca e gestão junto do equipamento, e libera a equipe para projetos de negócio.
  5. Tratamento contábil desejado. Vale sentar com a área financeira antes de decidir, porque a classificação afeta indicadores, base de depreciação e planejamento tributário.

Na prática, a maioria das empresas trabalha com os dois modelos ao mesmo tempo. Mantém em CAPEX o que é estratégico e de vida longa, e migra para OPEX o que se renova rápido, como o parque de usuário final. Esse é o raciocínio que sustenta modelos como o Device as a Service e a locação de notebooks e computadores, e é também um dos caminhos mais diretos de redução de custos na área de tecnologia.

Como escolher um parceiro de outsourcing de TI?

Lembre-se de que o fornecedor de TI é um parceiro de negócio da sua empresa. Por isso, precisa ser confiável, experiente e disposto a contribuir com o desenvolvimento da companhia. Garanta que seja uma empresa que assegure a segurança das informações e, além disso, ofereça uma infraestrutura inovadora e atualizada.

A Arklok é uma das principais empresas de full outsourcing de infraestrutura de TI do Brasil, detém 30% do Market Share do segmento por entregas ágeis e melhor SLA, e oferece solução no modelo OPEX que entrega todos os aparelhamentos tecnológicos, suporte e gerenciamento necessários para a infraestrutura de TI da sua empresa.

Para entender qual combinação de CAPEX e OPEX faz sentido para o seu parque, fale com o time da Arklok e solicite uma proposta.

Perguntas frequentes

O que é CAPEX?

CAPEX é a sigla de “Capital Expenditure”, ou despesa de capital. É o recurso que a empresa aplica na compra de bens de capital que permanecem no patrimônio por mais de um ano, como servidores, notebooks, máquinas e obras. Em TI, é o modelo da compra tradicional de equipamento.

O que é OPEX?

OPEX é a sigla de “Operational Expenditure”, ou despesa operacional. Reúne os gastos recorrentes necessários para manter a operação funcionando, como locação de equipamentos, assinaturas de software, energia, links de internet, suporte técnico e serviços de outsourcing de TI.

Qual é a principal diferença entre CAPEX e OPEX?

A principal diferença está na propriedade do ativo e no momento do desembolso. No CAPEX a empresa compra o bem, assume a depreciação e o risco de obsolescência. No OPEX a empresa paga pelo uso, mantém o custo diluído em parcelas e transfere ao fornecedor a responsabilidade pela atualização do parque.

Locação de equipamentos de informática é CAPEX ou OPEX?

É OPEX. A locação não gera aquisição de ativo, e sim um serviço contratado por prazo determinado, registrado como despesa operacional do período em que é consumido.

O CAPEX entra no DRE?

Não no momento da compra. O CAPEX vai para o ativo imobilizado no balanço patrimonial e chega ao DRE de forma gradual, como despesa de depreciação ao longo da vida útil do bem. O OPEX entra integralmente no DRE do período.

É possível trabalhar com CAPEX e OPEX ao mesmo tempo?

Sim, e é o cenário mais comum nas empresas. A prática usual é manter em CAPEX os ativos estratégicos de vida longa e migrar para OPEX o que se renova rápido, como o parque de usuário final, o que preserva caixa sem abrir mão de tecnologia atualizada.

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