Proteger informações confidenciais não é importante apenas para empresas e organizações, mas também para indivíduos que armazenam informações pessoais online. O tamanho do problema aparece nos números: segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões, alta de 6,5% sobre os R$ 6,75 milhões do ano anterior.
Neste post, exploraremos a importância da segurança das informações e algumas práticas recomendadas para manter seus dados seguros. Acompanhe!
O que é segurança da informação?
A segurança da informação refere-se às práticas e medidas tomadas para proteger informações confidenciais contra o acesso, uso, divulgação ou destruição não autorizados. Isso inclui dados pessoais, informações financeiras, propriedade intelectual, segredos comerciais e outras informações confidenciais.
O objetivo da segurança da informação é garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações, implementando uma série de controles técnicos, administrativos e físicos.
Vale a distinção: a segurança da informação protege a informação em qualquer suporte, inclusive contratos em papel, conversas e documentos impressos. Não é, portanto, um assunto exclusivo do departamento de TI, ainda que a maior parte dos controles seja implementada por ele, sobre a infraestrutura de TI da empresa.
Quais são os pilares da segurança da informação?
Os três pilares clássicos da segurança da informação são a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade, conhecidos em conjunto como tríade CID. Boa parte dos modelos acrescenta um quarto princípio, a autenticidade, e alguns incluem ainda a irretratabilidade, também chamada de não repúdio.
- Confidencialidade: a informação só é acessada por quem tem autorização para isso. É o pilar sustentado por controles de acesso, criptografia e política de senhas.
- Integridade: a informação permanece exata e completa, sem alteração indevida. Registros de auditoria, controle de versão e assinatura digital são os mecanismos típicos.
- Disponibilidade: a informação está acessível quando é necessária. Depende de redundância, backup e de um plano de continuidade que responda a falhas e a ataques.
- Autenticidade: a origem da informação é comprovadamente aquela que ela declara ser, o que envolve autenticação de usuários e verificação de identidade.
- Irretratabilidade: quem executou uma ação não consegue negar depois que a executou, garantia sustentada por logs e por assinatura eletrônica.
A leitura prática é simples: todo incidente de segurança é a quebra de um desses pilares. Um vazamento quebra a confidencialidade, uma adulteração de base quebra a integridade e um ataque de ransomware quebra a disponibilidade.
Qual é a diferença entre segurança da informação e cibersegurança?
A segurança da informação é o campo mais amplo e cuida da proteção da informação em qualquer formato. A cibersegurança é o recorte que trata especificamente das ameaças que vêm do ambiente digital, como malware, invasões e fraudes online. Toda cibersegurança é segurança da informação, mas nem toda segurança da informação é cibersegurança.
Há ainda uma terceira confusão comum, entre TI e segurança da informação. A área de TI existe para que a tecnologia funcione e esteja disponível. A segurança da informação existe para que a informação processada por essa tecnologia esteja protegida, o que às vezes significa restringir o que a TI liberaria por conveniência. São objetivos complementares, com prioridades diferentes, e por isso costumam ser tratados por políticas distintas. Se o assunto interessa, vale conhecer também as estratégias de cibersegurança para minimizar custos.
Por que a segurança da informação é importante?
A segurança da informação desempenha um papel crítico na proteção de dados confidenciais contra o acesso, uso ou divulgação não autorizados. Ela inclui uma variedade de medidas que protegem os dados digitais e físicos.
Aqui estão algumas razões pelas quais a segurança da informação é tão importante:
- Protege dados confidenciais: a segurança da informação ajuda a proteger dados confidenciais de cibercriminosos e hackers que podem usá-los para fins maliciosos;
- Mantém a reputação comercial: empresas e organizações que priorizam a segurança da informação têm maior probabilidade de manter uma reputação positiva e a confiança do cliente;
- Conformidade regulamentar: muitos setores têm requisitos legais e regulamentares para proteção de dados. A implementação de medidas de segurança da informação ajuda a garantir a conformidade com esses regulamentos;
- Evita perdas financeiras: as violações de dados podem levar a perdas financeiras devido a honorários advocatícios, danos à reputação e perda de negócios.
O impacto financeiro é mensurável. Ainda segundo a IBM, as empresas brasileiras com uso extensivo de inteligência artificial e automação em segurança registraram custo médio de R$ 6,48 milhões por violação, contra R$ 8,78 milhões nas que não adotam essas tecnologias. No recorte global, o tempo médio para identificar e conter uma violação foi de 241 dias, o que dá a dimensão de quanto tempo um invasor costuma permanecer no ambiente antes de ser descoberto.
Riscos e vulnerabilidades da segurança da informação
Vejamos alguns exemplos de riscos e vulnerabilidades comuns:
- Malware: softwares maliciosos, como vírus, ransomwares e cavalos de Troia, podem infectar computadores e roubar ou destruir dados;
- Phishing: os ataques de phishing envolvem induzir os usuários a revelar suas credenciais de login ou outras informações confidenciais por meio de e-mails, sites ou telefonemas fraudulentos;
- Engenharia social: os ataques de engenharia social envolvem a manipulação de pessoas para divulgarem informações confidenciais por meio de táticas como pretextos ou iscas;
- Senhas fracas: senhas fracas, como aquelas que são fáceis de adivinhar ou replicadas em várias contas, podem ser facilmente quebradas por hackers, que podem obter acesso não autorizado a informações confidenciais;
- Software não corrigido: vulnerabilidades de software podem ser exploradas por hackers para obter acesso a sistemas ou roubar dados. Deixar de corrigir ou atualizar o software pode deixar as organizações expostas a esses riscos;
- Equipamento sem gestão de ciclo de vida: máquinas fora de suporte do fabricante param de receber correção e viram porta de entrada, problema que se agrava em parques antigos e sem inventário confiável.
Entre esses vetores, o ransomware é o que mais preocupa as empresas brasileiras, porque combina sequestro de dados e paralisação da operação. Já o software não corrigido é o risco mais evitável da lista, porque depende apenas de disciplina na aplicação de patches.
Para mitigar esses riscos e vulnerabilidades, as empresas devem implementar um programa abrangente de segurança da informação que inclua medidas como controles de acesso, criptografia, software antivírus, treinamento de funcionários, planos de resposta a incidentes e avaliações regulares de segurança.
Boas práticas para segurança da informação
Agora que entendemos a importância desse conceito, vamos dar uma olhada em algumas boas práticas de segurança da informação para manter seus dados seguros:
- Use senhas fortes: use uma senha única e complexa para cada conta e nunca reutilize senhas em contas diferentes. Considere usar um gerenciador de senhas para gerar e armazenar suas senhas;
- Mantenha o software atualizado: atualize regularmente seu sistema operacional e aplicativos para garantir que estejam protegidos contra vulnerabilidades conhecidas;
- Habilite a autenticação de dois fatores: a autenticação de dois fatores adiciona uma camada extra de segurança às suas contas, exigindo um código ou token além da sua senha;
- Use conexões seguras: ao acessar dados confidenciais online, sempre use uma conexão segura (HTTPS) para garantir que seus dados sejam criptografados em trânsito;
- Faça backup dos dados regularmente: o backup regular de seus dados garante que você tenha uma cópia em caso de perda de dados devido a um ataque cibernético, falha de hardware ou outros problemas;
- Tenha cuidado com e-mails suspeitos: e-mails de phishing são uma tática comum usada por cibercriminosos para obter acesso às suas informações confidenciais. Sempre tenha cuidado com e-mails de fontes desconhecidas e evite clicar em links suspeitos ou baixar anexos. Vale reforçar o assunto com as dicas para um e-mail mais seguro;
- Use um software antivírus: instale um software antivírus para proteger seu computador contra vírus, malwares e outros softwares mal-intencionados;
- Padronize e monitore o parque de equipamentos: ambiente heterogêneo e sem visibilidade impede aplicar controle de forma uniforme, problema que o monitoramento de TI e a gestão de ciclo de vida resolvem.
Política de segurança da informação e as exigências da LGPD
Uma política de segurança da informação é o documento que transforma boas intenções em regra escrita. Ela define quem acessa o quê, como a informação é classificada, o que fazer diante de um incidente e quais são as consequências do descumprimento. Sem esse documento aprovado pela direção e comunicado a todos, os controles técnicos ficam sem respaldo e sem cobrança.
No Brasil, esse esforço deixou de ser opcional. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) exige que as organizações adotem medidas de segurança aptas a proteger dados pessoais e prevê sanções que chegam a 2% do faturamento da empresa no país, limitadas a R$ 50 milhões por infração. A norma internacional ISO/IEC 27001 é a referência mais usada para estruturar esse programa de forma auditável.
Na prática, uma política funcional cobre sete pontos: classificação da informação, controle de acesso com revisão periódica de permissões, regras de senha e autenticação, uso aceitável de equipamentos e de acesso remoto, política de backup e retenção, plano de resposta a incidentes com os prazos de notificação à ANPD e o descarte seguro de mídias e equipamentos ao fim do ciclo de vida. Esse último é o ponto mais esquecido e um dos mais sensíveis, porque uma máquina devolvida sem higienização de disco leva embora anos de informação da empresa.
Como a Arklok apoia a segurança da informação da sua empresa
Boa parte dos riscos listados acima nasce do parque de equipamentos: máquinas fora de garantia, sistemas sem atualização, inventário desatualizado e descarte sem higienização de dados. É aí que o modelo de outsourcing atua.
A Arklok é uma das principais empresas de full outsourcing de infraestrutura de TI do Brasil e entrega o parque com padronização, atualização, suporte e gestão de ciclo de vida do começo ao fim do contrato, incluindo o processo seguro de descarte. Para as camadas de proteção, a empresa conta ainda com a solução de segurança como serviço, que agrega monitoramento e controles gerenciados ao ambiente.
Lembre-se: prevenir é melhor do que remediar. Portanto, não espere até que ocorra uma violação de dados antes de tomar medidas para proteger suas informações. Para avaliar o nível de proteção do seu parque de TI, fale com o time da Arklok e solicite uma proposta.
Perguntas frequentes
A segurança da informação refere-se às práticas e medidas tomadas para proteger informações confidenciais contra o acesso, uso, divulgação ou destruição não autorizados. Isso inclui dados pessoais, informações financeiras, propriedade intelectual, segredos comerciais e outras informações confidenciais.
Os três pilares clássicos da segurança da informação são a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade, conhecidos em conjunto como tríade CID. Boa parte dos modelos acrescenta um quarto princípio, a autenticidade, e alguns incluem ainda a irretratabilidade, também chamada de não repúdio.
A segurança da informação é o campo mais amplo e cuida da proteção da informação em qualquer formato. A cibersegurança é o recorte que trata especificamente das ameaças que vêm do ambiente digital, como malware, invasões e fraudes online. Toda cibersegurança é segurança da informação, mas nem toda segurança da informação é cibersegurança.
Os riscos mais frequentes são malware e ransomware, phishing, engenharia social, senhas fracas, software não corrigido e equipamento fora do suporte do fabricante. Todos exploram a mesma brecha de fundo, que é a falta de um programa estruturado de controles e de gestão do parque de TI.
A Lei Geral de Proteção de Dados exige que as organizações adotem medidas técnicas e administrativas aptas a proteger dados pessoais de acessos não autorizados e de situações de destruição, perda ou alteração. O descumprimento pode gerar sanções de até 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
Sim, investir em segurança da informação vale a pena. A falha em proteger informações confidenciais pode resultar em consequências graves, incluindo perdas financeiras, danos à reputação, penalidades legais e regulamentares, e perda da confiança do cliente. Segundo a IBM, o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões em 2025.